Série - Crenças limitantes na maternidade que atrapalham o desenvolvimento amoroso
na família.
  O medo de não conseguir parir e tornar-se mãe.

Tenho medo da hora do parto e também de virar mãe.
(Conversa com uma leitora que enviou mensagem no meu Instagram.)

Acredito que a primeira angústia da maternidade seja justamente o ritual da passagem que nos leva de mulher gestante à mulher mãe.

O momento do parto, seja ele natural ou cirúrgico é um dos momentos mais emblemático e desconhecido. E tudo aquilo que é desconhecido nos causa receio.

O medo de parir é natural e justo, mas podemos escolher se vamos alimentar ou não esse medo.

Alimentamos o medo quando o ignoramos, quando o escondemos debaixo do tapete sem nem sequer desejar ouvir falar dele.

Chegamos então ao ponto crucial: é necessário primeiro de tudo querer conhecer o medo e fazer uma boa investigação, identificando cada ponto desse medo.

Em outras palavras precisamos analisar com a mente e o coração tudo o que está nos afligindo e ver se essas aflições têm um fundamento real ou não, além de pesquisar quais seriam as consequências de manter a energia do medo versus enfrentá-lo com toda força.

Parece fácil toda essa reflexão!

Seria algo como desenhar no quadro um mapa mental puxando setas de todos os lados, dando nomes para as aflições e riscando posteriormente cada uma delas para que, magicamente, todos os nossos problemas desapareçam.

Certo?

É óbvio que não funciona assim, mas quando puxamos o novelo de lã dos nossos possíveis sofrimentos eles vão adentrando no campo do conhecido e isso proporciona menos pavor.

Quando sabemos de algo, dos seus detalhes, da sua constituição, quando nos informamos de todo um contexto, automaticamente vamos nos tranquilizando para quando a situação em si ocorrer, ou seja, o momento de parir. Sabemos pelo menos o que esperar, o que pode nos acontecer e nos tornamos mais confiantes e seguros da situação.

Também vale fazermos um exercício mental. Onde decretamos para nós mesmas que está tudo bem, que nosso corpo é maravilhoso, que tudo vai dar certo.

Outra dica legal é imaginar o momento do parto, por pelo menos quinze minutos diários, com uma sensação de energia de prazer.

Com certeza depois de um tempo seu corpo vai receber esta mensagem de forma natural e vai estar mais preparado para a hora do nascimento.

Já o medo de se tornar mãe acredito ser mais complexo, estamos falando de toda uma vida que irá se transformar com a chegada de um bebê.

As vezes o medo é perder o papel de filha, ou de achar que vai perder a personalidade ou o medo da responsabilidade. Medo de não ser uma boa mãe, de não dar conta do recado, de não ter apoio, ou ter que brigar para empoderar-se.

Pode ser um, pode medos misturados, pode até ser todos eles, que na verdade estão contemplados com a energia da expectativa.

Trabalhar a expectativa é algo maravilhoso, ela nos permite tatear pelo campo das garantias. Mas, para além do princípio da física de causa e efeito, precisamos mentalizar um mantra diário: “Não há garantias para nada!”
Isso significa que não há garantias de você se tornar uma “boa mãe”, como também não há garantias de você se tornar uma “mãe ruim”.

Não há garantias de que as escolhas que você fizer para sua rotina de mãe, e para a educação e cuidados com seus filhos, resultem nos objetivos que você planejou.

Pode ser que tudo aconteça maravilhosamente bem na sua maternidade, mas pode ser que não! Vale lembrar que somos uma raça de mais de sete bilhões de seres humanos, onde cada um deles possuem crenças, traumas e sentimentos de amor e desamor.

Não existe pessoa nesse planeta que não tenha traumas, problemas e felicidades. É assim com você, é assim comigo e será assim com seus filhos.

Obviamente que faremos de tudo para cercar nossos filhos com boas energias, com muito carinho, com cuidados para lá de especiais, mas não somos mães 100% capazes de oferecer nosso melhor o tempo todo. E está tudo bem. É assim mesmo!

Iniciar a jornada da maternidade com a consciência de que não daremos conta de tudo é um sinal de bom senso e preserva nosso equilíbrio mental.

Quando sabemos que NÃO somos constituídas apenas de qualidades, competências e acertos, acabamos respeitando o nosso outro lado: o lado do aprendizado, o lado do inacabado, o lado da evolução.

A evolução seja ela qual for tem seu tempo, tem seu ritmo e seu espaço, e saber respeitar, respirando fundo na caminhada da jornada é um ato de amor.
Todo ato de amor elimina o medo.

Se iniciamos a jornada da maternidade amando nossa real identidade, se amamos tanto nossa luz quanto nossas sombras, estaremos mais cientes de onde poderemos e queremos chegar, e isso sem ilusões.

A ilusão nos faz ficar com medo da cobra, que na verdade era uma corda e só não sabíamos disso porque estávamos caminhando pela escuridão.

A escuridão do desconhecido, a escuridão das falsas ideias de nós mesmas nos trava e alimenta crenças limitantes. Acenda sua luz interna que com certeza o medo de se tornar mãe passará.

Obrigada querida pela experiência de responder a você sobre seu medo.

Beijinhos carinhosos


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