Série - Crenças limitantes na maternidade que atrapalham o desenvolvimento amoroso
na família.
  O medo de estragar os filhos.

Tenho medo de estragar meus filhos.
(Conversa com uma leitora que enviou mensagem no meu Facebook.)

Medo de estragar os filhos é universal, tanto para as mães de primeira viagem, quanto para as mais experientes e isso em qualquer época ou cultura.

Um primeiro ponto interessante para refletir sobre esse medo é pensar que talvez de alguma forma, a referência que temos da nossa educação, aquela que recebemos na infância não estava de acordo com aquilo desejávamos ou que hoje acreditamos.

Não queremos passar adiante alguns traços que recebemos, simplesmente porque vivemos na pele situações que não foram agradáveis e que julgamos como negativa na construção da nossa personalidade. Em outras palavras, não queremos que nossos filhos sofram aquilo que sofremos.

Outro ponto que surge dentro desse medo é sentimos culpa pelas nossas ações. Às vezes achamos que fazemos de menos para os nossos filhos, que nos doamos pouco ou deixamos algum tipo de lacuna e às vezes, em outras situações, achamos que fazemos de mais, que exageramos. Acreditamos que nossas escolhas de ação ou inação podem causar traumas em nossos filhos ou podem encaminhá-los para resultados que não são interessantes para o seu desenvolvimento emocional, físico e social.

Outro ponto também para se pensar é que há uma enxurrada de filosofias e metodologias de comportamento infantil por todos os lados. São muitos especialistas indicando como se deve criar o filho perfeito e são muitas informações que nem sempre dialogam, muito pelo contrário, as vezes são opostas e nos traz um sentimento de estarmos perdidas no meio da batalha.

Um único medo é alimentado por diferentes referências e acaba nos estressando, nos angustiando e nos deixando inseguras para escolher como cuidar melhor dos nossos filhos sem a preocupação de “estragá-los”.

Vamos partir direto para um exercício. Tente separar, dos três pontos que indiquei, ou seja, a referência da própria educação, a referência da auto-culpa e a referência dos especialistas de comportamento infantil, tudo aquilo que pode de fato ser aplicável aos seus filhos como uma verdadeira influência para “estragos”.

Se você colocar no papel tudo aquilo que considera ser um possível estrago para seus filhos e conseguir identificar de onde vem a essência dessa influencia, ou seja, de qual ponto de referência surge, talvez você perceba que pode ser apenas uma ilusão, algo que está somente na sua cabeça e não é realizável, ou que não, que seja possível tal influência causando um dano aos seus filhos. Mas agora você mapeou e conseguirá com eficiência trabalhar na questão que te aflige.

Um exemplo: Se você acha que gritar com seus filhos é ruim e pode estraga-los, e você não só acha como tem certeza, afinal foi assim que aconteceu na sua história, e hoje você se vê como uma pessoa impaciente, gritona e violenta, então seu medo é justificável. Você mapeou seu medo e agora tem a possibilidade de eliminar o problema com atitude, com ação.

Para não alimentar mais esse medo é preciso que diariamente você trabalhe agindo de forma diferente com seus filhos, experimentando em cada dia gritar menos, ser menos impaciente e menos violenta.

Quando isso acontecer e você se manter num ponto inferior ao que se encontra hoje, então sentirá menos medo e consequentemente verá, que se não ficar focada no medo, agirá fora dessa energia, em outros parâmetros com outras atitudes. Você estará mais equilibrada e sua relação ficará mais tranquila.

É fácil? Nunca foi. É possível? Sim é!

Agora falarei de um exemplo ilusório de medo. Você acha que pode estragar seu filho porque o especialista disse ser necessário levar as crianças para ter contato com a natureza diariamente. Você não tem como fazer isso, e aí soma-se a referência da culpa por não estar agilizando experiências naturais para seus filhos. Pronto, entra aqui o medo do seu filho sofrer com o “déficit de natureza” e estar em “desvantagem” na vida, podendo até não desenvolver habilidades importantes.

Eu sou uma amante da natureza e estou sempre com meus filhos do meio do mato, nem por isso acho que vale a pena alimentar a culpa e o medo que estragam relações, por não conseguir fazer aquilo que os especialistas dizem ser essencial.

Quando achamos que falta alguma coisa, que não estamos suprindo algum desejo dos nossos filhos, ou desejos que temos por eles (isso é muito comum), sofremos. Mas a jornada de cada um é diferente e precisamos saber que não somos nossos filhos, por mais que os amemos as experiência e desejos de vida deles são distintas das nossas.

Para além dessa percepção, que ajuda bastante a eliminar o medo, precisamos aceitar algumas limitações para respirar mais aliviadas.

Se você não consegue levar seus filhos à natureza não se martirize, a culpa nunca é proveitosa, ela corrói nossa paz e traz dificuldade para sair desse lugar da aflição e para agir concretamente nas mudanças.

Faça o seu melhor e sempre que possível esteja na natureza. Mas será que seus filhos ficarão “estragados” na vida por que não tiveram aquilo que você achava necessário? Na verdade, você nunca saberá, mas se contar com a ajuda do seu coração, fazendo o que for possível para sua realidade, de forma confiante, fluindo em amor, as chances de existir “estragos” serão menores.

Medo gera tensão e tensão gera traumas.

Fique mais tranquila com sua maternidade, ame mais, essa é a bússola e lembre-se não existe um único ser humano nesse planeta que não tenha traumas, mesmo com “a melhor educação do mundo” (seja lá o que isso for), ainda assim na vida adulta podemos achar que fomos “estragados”. Repense e seja feliz.

Obrigada pela oportunidade de poder pensar nesse medo.

Beijinhos carinhosos



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