Série - Crenças limitantes na maternidade que atrapalham o desenvolvimento amoroso
na família.
  O medo do filho sentir solidão.

Tenho medo do meu filho ficar solitário.
(Conversa com uma leitora que enviou mensagem no meu Facebook.)


Existem muitas pessoas que vivem cercadas de amigos, possuem vida social intensa, fazem amizades com facilidade e mesmo assim estão infelizes. Não se sentem realizadas e acham que estão sozinhas na caminhada.

Existem também pessoas que vivem isoladas, que não se interessam por vida social, são fechadas e mesmo assim estão plenas de si, felizes e confiantes.

A paz ou angústia interna acontece independentemente de como está o mundo de fora. E adivinha o que normalmente olhamos? O mundo de fora, aquele que interpretamos.

O mundo que existe dentro do corpo e alma de nossos filhos é impossível de tocar e codificar. A não ser que eles confessem seus sentimentos, com liberdade para falar abertamente, sem medo de serem criticados ou aceitos, não temos como adivinhar quais são suas alegrias e tristezas.

Muitas vezes olhamos para nossos filhos com os olhos de quando éramos crianças. Olhamos para eles com a energia dos momentos de solidão que tivemos, com os medos e inseguranças da nossa infância.

Se na nossa infância nos sentimos sozinhos e abandonados, muitas vezes temos medo que nossos filhos sintam as mesmas dores e criamos em nossa mente efeitos que nem existem.

Uma mãe que sofreu abandono emocional normalmente possui uma insegurança grande e pega para si toda e qualquer situação que seu filho pode vir a vivenciar, e que no entender materno de hoje pode causar injustiça, amargura ou bullying.

Tudo o que acontece para o filho a mãe olhará com esses olhos cheios de pré-conceitos. Mas nem sempre as coisas são como imaginamos.

É claro que essa não é a única possibilidade. Existe um outro olhar oposto da maternidade. Quando a mãe teve na sua infância ou por toda sua vida a alegria de estar sempre rodeada de amigos, com carinho dos pais e apoio de todos, ela pode não compreender ou não aceitar quando nasce um filho calado, introspectivo e que prefere ficar sozinho.

O olhar ainda é de referência da própria história, mas agora com outro viés. O ponto principal então seria a aceitação da personalidade dos filhos. E não só isso, é preciso também que haja a aceitação das vivencias que ocorrem na vida dos filhos.

Um ponto importante é entender que muitas vezes nós mães só olhamos o aqui e o agora. Achamos que tudo acontecerá sempre da mesma maneira e com isso não estamos acreditando na capacidade dos nossos filhos mudarem, se construírem, e se descobrirem na vida. Enfrentando seus desafios.

Achamos que se eles hoje não têm uma vida social saudável, será assim para sempre, mas isso nunca será verdade, primeiro porque todos mudam como tempo e segundo porque o mundo da infância não é o mesmo mundo das outras fases.

Então tá, não vou fazer nada que possa estar ao meu alcance para ajudar meus filhos quando os vejo solitários? Não vou mexer uma palha para que as coisas mudem?

Caso haja uma angústia revelada do filho, onde ele diga que se sente sozinho, que quer mais amigos e isso não se configure apenas uma interpretação da sua parte, então correr atrás da solução juntamente com seu filho poderá auxiliá-lo nesse desafio. Como diz o ditado popular: “Só não há solução para a dona morte”!

Com o esclarecimento do problema o medo se extingue. A não ser que tudo more apenas na sua imaginação de mãe preocupada. Para isso nada como voltar na sua infância e ver aquilo que te fez sofrer e está até hoje no seu coração.

O medo mora na sombra e para abrirmos as janelas da alma é preciso a atitude de puxar a cortina.

Obrigada pela oportunidade de refletir sobre esse medo.

Beijinhos carinhosos.



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